Outono, a estação da alma.

O outono é uma época especialmente recheada de significados que podem enriquecer nossas percepções. Esse período chega logo após o verão, aquela estação de tempo quente, aberto, de plena luz e em que nossos movimentos tendem para o mundo externo. Não é à toa que para chegar a uma estação intermediária precisamos das “águas de março”, uma chuvinha persistente que vai resfriando o tempo aos poucos e nos convida à reflexão, à introspeção.



O outono é uma época de transição entre os extremos de temperatura verão-inverno. Qual é a principal imagem que lhe vem à mente quando pensa em outono? É bastante provável que a maioria das pessoas responda a essa pergunta lembrando da clássica imagem das árvores perdendo suas folhas. Mas você sabe por que acontece essa perda?


Se as árvores não as deixassem ir, não sobreviveriam à próxima estação. As folhas se queimariam com o frio do inverno e, assim, os ciclos de respiração da árvore se findariam bruscamente, o que resultaria no fim da vida.



A natureza mostra mais uma vez a beleza de sua sabedoria: é preciso entrega, deixar ir o que não serve mais, para proteger o que é mais importante. O que a princípio pode parecer uma perda é na verdade um ganho: ela ganha mais tempo de vida, e chega renovada às próximas estações.

O que você precisa deixar ir, do que você precisa abrir mão para seguir firme para os próximos ciclos, para continuar a crescer?

O outono é também estação de amadurecimento dos frutos. É o tempo de deixar ir inclusive os resultados de nossos esforços, para que novas forças possam gestar outros futuros projetos. É tempo de consistência, o outono clama pela fusão do intelectual, com o emocional e traz à tona resultados surpreendentes.



Durante essa época é válido observar quais elementos em você precisam ser sacrificados para que o mais sagrado para sua vida seja preservado ou resgatado. Pense na palavra sacrifício a partir de sua etimologia: é um sagrado ofício, um trabalho, uma ação que possui um caráter sagrado, para além do superficial, que transcende o banal, que tem um significado maior.


Um ótimo e produtivo outono para todos nós!


Com carinho, Richeli Mazotti.


Releitura e adaptação do texto de Juliana Garcia.

(Escritora, criadora, consultora, psicóloga, psicodramatista.)

http://julianaggarcia.com.br




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